Pesquisar este blog

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Belém Amazônia legal






Se você soubesse tudo o que Belém fez para receber sua visita, já teria ido há mais tempo. No Brasil, só Curitiba investiu tanto na revitalização de lugares que pudessem virar atrações turísticas. A Estação das Docas - a versão belenense do Puerto Madero - é só a cereja do bolo, digo, a farinha do açaí. (Sim, o açaí no Pará se come com farinha. Acompanhando peixe.)
Mesmo que Belém não tivesse restaurado o Forte do Presépio, repaginado o Museu de Arte Sacra, convertido um presídio no Pólo Joalheiro e aberto o belo jardim amazônico do Mangal das Garças, já valeria a viagem - pelo  Ver-o-Peso, peloTheatro da Paz, pelos sorvetes da Cairu, por uma esticadinha à ilha do Marajó, pelo tucupi, pelo jambu.
Vai por mim: Belém é a cidade mais incrível que o Brasil ainda não descobriu. Quando é mesmo o próximo feriadão?

Quando ir

A boa notícia é que não existe época desaconselhável para ir a Belém.
A chuva — que cai normalmente em forma de tromba d’água à tarde — se faz presente o ano inteiro. Querendo pegar menos água, venha entre junho e novembro.
Se quiser fazer uma dobradinha de Belém com as praias do Tapajós em Alter-do-Chão, vá entre agosto e novembro.
Prefira ir ao Marajó ou a Alter-do-Chão durante a semana, para não pegar muvuca. Passe fins de semana e feriadões em Belém, quando os hotéis barateiam.
No segundo domingo de outubro comemora-se o Círio de Nazaré - que é o Natal, o Réveillon e o Carnaval de Belém, num só evento. Reserve com a maior antecedência possível.

Como chegar

Belém é menos longe do que você imagina.
Voa-se em 3 horas e meia desde São Paulo ou Rio — apenas meia hora a mais do que São Paulo-Fortaleza, e exatamente o mesmo tempo de vôo de São Paulo a Natal.
Manaus e Fortaleza estão a 2h de vôo; Brasília a 2h30 e Belo Horizonte a 3h.
Para a Ilha do Marajó, o melhor transporte é o novo catamarã Tapajós Express, em operação desde novembro de 2015, que leva diretamente a Soure em 2h (leia maisMarajó mais perto: o novo catamarã direto Belém-Soure" target="_blank">aqui). As embarcações tradicionais levam 3h até Camará (e de lá ainda é preciso seguir de van e barquinho a Salvaterra e Soure).
Para Alter-do-Chão, o melhor é ir de avião (1h10 a Santarém + 30 km de táxi). De barco são 60 horas; a passagem pelo estreito de Breves pode causar enjôo.

Onde ficar

Entre os hotéis top, o Golden Tulip Belém é o único no Umarizal, junto a bares, restaurantes e ao shopping Boulevard. Já o Radisson, no bairro central de Nazaré, ainda está estalando de novo.
Na faixa intermediária, fique num Tulip Inn -- o Nazaré e o Batista Campos são centrais.
Para economizar, escolha entre o Soft Inn Batista Campos (central, padrão Ibis Budget) e a Pousada Portas da Amazônia, no centro histórico. (O Ibis não é bem localizado.)
No Marajó, fique no centro de Soure: Casarão da Amazônia ou Canto do Francês.
Em Alter-do-Chão, a Mirante da Ilha está na orla, a Mingote na praça, o Borari é novinho, o Belo Alter tem praia própria, a Tapajós é um bom hostel.

O que fazer

As atrações listadas na introdução cabem num fim de semana. Acrescente a elas uma visita ao Museu Emilio Goeldi, que preserva um naco da Amazônia no centro. A Basílica de Nazaré fica perto.
Há diversos passeios de barco pela Baía do Guajará -- como este, ao entardecer. No fim de semana dá para ir de barco almoçar no igarapé do Saldosa Maloca. Outra experiência amazônica inesquecível é ir almoçar no Terra do Meio, em Marituba, a meia hora de táxi.
Na cidade, a melhor da cozinha paraense está no tradicional Lá em casa (nas Docas), nos grifados Remanso do Peixe (numa casinha de vila) ou Remanso do Bosque (peça o menu degustação) ou na Peixaria Amazonas, no Umarizal. Experimente açaí com peixe no Point do Açaí.

Índice de posts

Nenhum comentário:

Postar um comentário